5/03/2007

Junto ao Ventrículo

Cativa-me, assim por palavras, torna-te responsável por mim para que eu não exista sem ti ou então exista mais triste. A tua falta doi, a tua procura nem tanto porque sei que te encontro aqui, sempre, sempre, dentro de mim, juntinho ao ventrículo, aos dois, ocupas pouco espaço e és tão grande para mim.




- Tu és responsável por aquilo que cativas.

41 Comentários:

Gingerbread Girl disse...

Magnífico*

Paasch disse...

Adoro o Exupery, mas o Princepezinho foi o único que li dele. Tenho que investigar mais!

Tu és responsável por aquilo que cativas: muito bom, mas suspeito que foi a inspiração.

Excelente o «Cativa-me, assim por palavras.»

Magnífico, diz Gingerbread Girl e muito bem. :)

Tudo de bom, paasch

Edgar Semedo disse...

Olá Paasch,

não consigo equacionar outra forma de nascer para esse blogue que, creio, está bem perto da morte,

O Exupery é absolutamente divinal, só podia ser francês, e foi nas aulas de francês que o encontrei.

Quanto ao magníficos, dos dois, é sobrevalorizado,

tudo de bom,

Edgar Semedo

Paasch disse...

Olá Edgar,

não vou discutir o sobrevalorizado, já percebi que não vale a pena diz tudo num mesmo dia. Com o tempo vai-se lá.

Vejo que gostas muito de francês, eu fascino-me por Paris. É um cliché, enfim que se há-de fazer.

Sugere livros de autores franceses, s.f.f

E a primeira imagem a que deste forma o post foi golpe de mestre. :)



Eu encontrei o Exupery... acho que foi em casa. LOOOL! Não me lembro da escola se ter falado nele, ah sim mas nessa altura já o conhecia.

Edgar Semedo disse...

Olá Paasch,

eu sou um sortudo, li Exupery em Francês, um luxo. A par do Le petit Nicholas que jamais esquecerei.

Sim, gosto de francês, da França e de todo o imaginário associado,

não o sinto como cliché,

quantos aos livros tenho especial interesse por Marguerite Duras, e na poesia venero Baudelaire.

Tudo de bom,

Edgar Semedo

Paasch disse...

Le petit Nicholas já ouvi falar sobre ele, mas nunca li.

Não leio os livros em frânces e já li Duras.

Poesia e eu somos como a expressão "tem dias." Mas claro Baudelaire é altamente aclamado.

Mais sugestões: ...

Edgar Semedo disse...

Olá,

lembro-me de ter lido Alice Ferney e Annie Erneux,

quase já nem recordo se gostei, ou não (aí pelos 13 anos, acho).

Actualmente, e num passado já longo, pouco me tenho desviado da literatura portuguesa, salvo raras excepções.

Edgar Semedo

Paasch disse...

Olá,

ok. nomes a reter: Alice Ferney e Annie Erneux. Depois digo-te qualquer coisa.

Literatura portuguesa, nomes. Todo ouvidos.

Edgar Semedo disse...

Olá,

não retenhas, pois como te disse já não me lembro sequer se gostei, :D

quanto à LP não te sugiro nada, pela simples razão que, salvo raras excepções, as sugestões não funcionam comigo e não quero ser responsável pela tortura de alguém :D .

Tudo de bom,

Edgar Semedo

Paasch disse...

Ai ai ai. Substituo isto por olá.

vou reter vou! depois digo se gostei, é uma forma de agradecer as tuas sugestões.

quando à LP (nem sabia que existia esta alcunha confesso) vais sugerir sim, e depois se não gostar, largo o livro.

tortura, só visto.

... names please.

Edgar Semedo disse...

Olá,

um dos meus principais defeitos, ou qualidades, depende,

é que sou gajo de palavra,

lol,

nop, sugerir estraga a suave surpresa do encontro.

Tudo de bom,

Edgar Semedo

Paasch disse...

Ninguém é gajo de palavra, não me venhas com essa que até me engasgo.

LOL,

início de um debate.
se quiseres ouve uma obra de Puccini para ficar bem dramático. LOL

Ninguém é gajo da emoção. Porque as emoções circulam. Na emoção, dizem-se palavras. E como ninguém é gajo da emoção, ninguém é gajo da palavra.

Vá lá, aqui entre nós que ninguém nos está a ouvir (só aqueles que enfim sortudos sabem o teu blog mas não têm coragem de comentar)

Vá lá, names da LP.
nada de nopes.

se não entendo nop como no p e começo ler tudo o que existe ps nos nomes e apelidos e nos livros também.

Ou seja nunca mais saio das livrarias.

Edgar Semedo disse...

Olá,

ser gajo de palavra não quer dizer ser gajo de emoção, pelos menos equaciono assim.

Enganas-te, relativamente, ao ninguém nos ouve, :D, infelizmente ou felizmente este espaço sem fundo, tal qual buraco negro, vive de 10.000 visitas anuais,

estou a tentar entender ainda os porquês,

quanto a P´s na LP existem uns quantos autores cuja inicial é esta, será que vale a pena cuscar?

Lol,

:P

Edgar Semedo

Paasch disse...

Estou chocado a sério, não estava à espera de 10.000 visitas anuais, pensava que era muito mais.

Sinceramente não percebo este país. E menos ainda as pessoas. Ok, há por aí muita ausência de bom gosto.

Mas já tens muitos seguidores. Talvez um dia cresça substancialmente.

LOL, tu não me respondeste quanto à hipótese do meu crescimento, interpretei isso como assim:

Se queres crescer, tens que ter muita a gente a ignorar-te.

Na brincadeira, mas achas-te mais crescido pelo blog ter menos visitas anuais do que tu esperavas e ainda assim persistires nessa tua construção miraculosa de inspirares os outros pelo meio das tuas palavras?

Pelo que já te conheço e é muito possível me enganar, claro, crias muito mas por ti como forma de devaneio e de libertares um ou outro demónio para um pó de cinzas em forma de arte. Como fénix no Harry Potter.

Ser gajo da palavra é muito bom, Edgar. Sabes que existem muitas vivalmas que se perdem nela. Ter essa característica é mais importante do que tu pensas. E fico contente por ti.

:D

Edgar Semedo disse...

Olá,

1º adorava que este blogue vivesse de zero visitas, muito honestamente. Apercebi-me disso tarde quando o blogue já tinha cativado algumas pessoas, foi a única razão de ainda o não ter privado. Mas creio que o blogue não consiga subsistir muito mais tempo.

2º Não creio que inspire alguém, pelo menos a partir do que escrevo. Noutras áreas da minha vida já penso o contrário.

3º Crio a partir do que vejo, o problema, talvez, é ver demais.

E sim, sou gajo de palavra,

Edgar Semedo

Paasch disse...

Olá,

1º compreendo o que tu dizes embora não goste dito da tua boca.

2º eu sou alguém.

3º a sério, este blog tem muito significado para mim. Se não, não to diria. Eu vi o teu e pronto é o único que vejo mais atentamente. A sério, Edgar. :D

4º acredito piamente que inspiras em outras áreas na tua vida, mas nada na vida é um acto isolado. Logo não sou só eu inspirado pelas tuas palavras.

Dói um bocado quando uma pessoa de tanto talento diz uma coisa dessas, ainda por cima tu sendo gajo da palavra.

Edgar Semedo disse...

Olá,

sim és alguém.

Fico feliz em saber que algo que faço possa ter qualquer tipo de significado, feliz a sério, não por mim, mas por quem está do outro lado.

Tens razão quando afirmas que na vida nada é um ente isolado,

não percebo quando falas da dor,

Tudo de bom,

Edgar Semedo

Paasch disse...

Olá,

a felicidade tem sempre dois lados, tal como a infelicidade. É muito duro, não achas? Se tu és infeliz, essa infelicidade transmite-se na outra pessoa, se estiverem a lutar por um mesmo motivo. Coisas...

A dor és tu a não perceberes o que crias. Às vezes penso que tu não percebes o que crias, ficas cingido à beleza das palavras e não te apercebes do valor que elas têm,

e do valor que tu tens ao empregar cada palavra e com elas formares uma corrente que nos leva aonde tu quiseres e até a mais sítios.

tu não percebes, talvez porque estás demasiado dentro do teu dom.

às vezes parece que em ti existe um remoinho que suga os elogios e leva-os bem longe para uma moradia com destino vácuo.

deixa lá, eu gosto de elogiar! LOL.

Edgar Semedo disse...

Olá,

as razões não sei, penso que o que escrevo não tem valor significativo, pelo simples facto que não faço o mínimo esforço para escrever,

escrevo e pronto.

Eu sei que gostar de elogiar, essa expressão remeteu-me a outro comentário.

Tudo de bom,

Edgar Semedo

Paasch disse...

Olá,

ai ai ai. sim, é mesmo por aí o troço. sabes, quando se exige muito esforço é porque se está no sítio errado.

é ao sabor do vento, quando a forma perde o peso que encontras a leveza que julgavas perdida.

és leve em Palavras Minhas, em termos de fluência. Sabes empregar todos os teus heterónimos, seja de que forma for. Expressas-te nas emoções quase como transformantes de vida.

e tem valor: significado, significante, signo.

um jogo:
significante - mão esquerda.
significado - mão direita.
signo- não queres escolher, porque não acreditas no teu dom.

Em cada palavra existe um papelinho a dizer se isso tem na tua palavra ou não.

São todas sim!

Não percebi essa do remeter outro comentário, não foste claro.

Edgar Semedo disse...

Olá,

é uma opinião,

quanto à questão do comentário, não fui claro com conhecimento de causa, lol

Paasch disse...

Olá :D

Ah, já sabia que ias dizer isso! lol.

Paasch disse...

E já pensaste anteriormente fechar este blog?

Edgar Semedo disse...

Sim,

eu e o blogue vivemos numa relação de amor ódio!

Paasch disse...

Então?

Edgar Semedo disse...

Sempre foi assim,

acho que não tem explicação...

Paasch disse...

E gostas dessa relação?

Ou preferes sem amor nem ódio?

Edgar Semedo disse...

Era suposto o blogue ser um território neutro,

tudo de bom,

Edgar Semedo

paasch disse...

Eu acho que ódio é uma palavra muito forte.

Quando existe ódio, não existe amor. Acho que quando o ódio começa, nunca se recupera para o amor.

Discordas?

Não preferes chamar antes uma irritação?

E acreditas em coisa neutras?

Edgar Semedo disse...

Olá,

acho que tens razão, o ódio é um ponto a partir do qual todas as coisas começam a ser destruídas.

Não acredito na neutralidade, mas o blogue devia ser tal qual um terreno neutro a partir do qual as coisas nascem, mas parece que o blogue já ganhou alma, uma direcção, sobre o qual não exerço qualquer poder,

é devaneio, sei isso.

Irritação é quase o meu nome do meio, lol,

Edgar Semedo

Paasch disse...

Falaste-me agora numa coisa de que tenho sempre muito medo.

É não exercemos poder... Sabes eu antes pensava que não existia destino, estava obstinado de que eu era forte que a vida, como se a pudesse enganar e trair a força dela?

Olha, parti-me em pedaços. Agora acredito mais no destino, mas assusta-me, sabes? Assusta-me.

Não me lembro da expressão is my middle name, não me lembro da sua origem.

Achas que é exagero o conceito destino?

Edgar Semedo disse...

Olá,

não é exagero mas que é incrivelmente vasta isso sim.

paasch disse...

Em que sentido?

Edgar Semedo disse...

Olá,

no sentido em que conseguimos colocar todas as situações, opções, sentimentos, enfim tanta coisa, num só início

Foi o destino...

paasch disse...

Não percebi, desculpa. :(

O início é a expressão Foi o destino...?

Edgar Semedo disse...

Sim, cabe tudo aí dentro. A questão que persiste é

Será que foi?

paasch disse...

pergunta retórica.

adoro discursar, não sou de verdades, mas de formas.

por exemplo:
tanta morte...
as notícias estão o caos.

se isto é destino, será que por exemplo eu estou condenado a viver isso?

e depois existe um contraste tão grande entre as vidas de cada pessoa? E aquela abundância exorbitante? Não falo apenas de dinheiro, mas de tantos valores e factores que num só vestem uma pessoa?

Impressionante. É que o contraste ficamos com os olhos esbugalhados.

Indescritível.

Edgar Semedo disse...

Olá,

mas aqui a expressão

Foi o destino,

também podia caber. Depois, tem tudo a ver com a forma como entendemos as coisas,

não acredito muito nas coisas do destino.

Tudo de bom,

Edgar Semedo

Paasch disse...

Olá,

quando penso em destino, costumo pensar em física e não em espiritualidade.

na física onde coisas se atraem e outras se repelem. às vezes acredito mais no destino, outras acredito menos.

O que eu acho é que ainda existe muita coisa para descobrir,

todos contra todos, é como o mundo está, nem sei. e depois não há tempo para o mais importante

é pena,

paasch

Edgar Semedo disse...

Olá,

nesse teu pensamento podia também servir a física,

eu como sou fã da anti-matéria, acho que física e espiritualidade são coisas que não coexistem,

Tudo de bom,

Edgar Semedo

paasch disse...

e eu sou fã do teu blog, mas um post com 40 comentários e depois um mês sem nenhum não faz muito sentido.

Vou para outro post para a próxima vez. Cheers.

 
 
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