4/13/2011

Houve um dia



Houve um dia em que a minha cara
deixou de ser só a minha cara,
e nesse dia os meus olhos
começaram a ser as imagens que passavam
e a minha boca deixou de ser só a minha boca,
e começou a ser o significado de todas as palavras
azuis e cruéis, cruas e não esquecidas, na mente
que nesse dia deixou de ser só a minha mente para ser o reflexo
desse coração que um dia deixou de ser só um coração
e começou a ser uma pedra pesada e brilhante
que carrego até ao dia em que tudo volte
a ser só o que deve ser.





2 Comentários:

Trilho, trago e assopro no ar.. disse...

Já parou pra pensar que talvez nada volte a ser o que teria de ser?
Aprendi que a gente endurece, mas amolece quando estamos perto da morte.

Edgar Semedo disse...

Olá,

obrigado pela visita, antes de tudo.

Eu acho que às vezes nada é da forma que devia de ser.

Tudo de bom,

Edgar Semedo

 
 
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