6/10/2011

Voar num tempo vago.



caiu uma folha à minha frente e foi como se te visse chorar. O rio estava revolto e o vento impaciente nessa pressa de chegar não se sabe onde, não se sabe quando. A folha caiu e eu demorei-me a olhá-la num espaço de tempo que não foi longo nem curto, foi apenas o tempo de uma folha a cair num dia de vento apressado.  Pensei em ti, pensei em ti nesse tempo e no tempo que se apressou a cobrir esse tempo. O teu nome ecoou na minha alma e o barulho ensurdecedor obrigou-me a fechar os olhos para te poder ver assim como um anjo corpóreo à minha frente. Ergui a minha mão e tu ergueste a tua e foi quando te olhei nos olhos que vi a lágrima que caía na tua boca onde dizias palavras que não entendia, como sempre não entendi. Não me tocaste. Eu não aproximei as minhas mãos das tuas e nada à nossa volta ficou diferente. Senti o coração apertado e ao abrir os olhos olhei o céu. Sorri ao pensar que voavas.



 
 
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